A primeira visita ao neurologista, que depois do médico de clínica geral é quem vai passar o “certificado” de que a EM faz parte do nosso sistema, pode ser complicada.
Primeiro porque há sempre uma enorme carga emocional para quem espera ver confirmado um diagnóstico de doença incurável e com possibilidades de se tornar incapacitante.
Depois porque há uma série de questões que o “chôr Dôtor” quer ver respondidas, e que nem sempre são de resposta fácil, como por exemplo as seguintes:
-Quais são os sintomas?
-Quando foi a primeira vez que experimentou esses sintomas?
-Quanto tempo duraram?
-Quanto tempo entre o primeiro sintoma e o segundo?
E por aí em diante.
Claro que, para quem experimentou o primeiro sintoma há cinco ou seis anos, sem dar grande importância aos sintomas que iam acontecendo, é sempre complicado estabelecer uma data aproximada, e muito menos ter a certeza de quanto tempo duraram ou o espaço temporal entre eles, e isso pode ser frustrante tanto para o paciente como para o médico.
Depois há a escolha do tratamento, geralmente injecções, e o número de vezes que o doente está disposto a injectar- se. Na minha opinião, penso que o mais acertado será perguntar ao Neurologista qual deve ser a frequência. Normalmente as opções passam por uma ou três vezes por semana, ou uma injecção diária, dependendo do tipo de injecção receitada.
Eu fui última opção, um “xuto” subcutâneo por dia, para grande surpresa do médico que não estava à espera de tanto voluntarismo.
Com o tempo, e através do reconhecimento dos sintomas pelo próprio paciente, as respostas são mais fáceis e a relação paciente-médico torna- se mais aberta, transformando as consulta mais frutíferas para ambos.
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